quinta-feira, 5 de março de 2026

Resenha: Dates & Dragons, de Kristy Boyce

Nome: Dates & Dragons

Autor: Kristy Boyce 

Publicação: Editora Pitaya

Páginas: 288

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Sinopse: Quinn Norton está começando do zero em outra escola, e participar de uma nova campanha de D&D parece a maneira ideal de se enturmar. O plano fica ainda mais atrativo quando é convidada para um grupo que inclui Logan Weber, o cara fofo e charmoso que Quinn conheceu no primeiro dia de aula. Mas este não é qualquer grupo de D&D: eles fazem lives das sessões e têm regras rígidas, como a proibição de celulares, zero tolerância para atrasos e muito menos para dates entre os jogadores.

Desesperada para fazer amigos, ainda mais depois do trauma pelo qual passou na escola antiga, Quinn está disposta a aceitar tudo isso. Ainda mais quando vê que resistir a Logan não será um problema, porque ele vai de simpático para insuportável assim que ela entra no grupo. 

Mas, à medida que a implicância entre eles ― e entre seus personagens ― aumenta, Quinn não pode deixar de se perguntar se o comportamento enfurecedor de Logan não é uma cortina de fumaça para esconder sentimentos mais complexos… só que se aprofundar nisso enquanto mantém as amizades e o jogo intactos vai exigir mais que um d20 nos dados.


Resenha

Tão leve e fofo quanto o primeiro livro, Dates & Dragons nos traz mais um casal super apaixonado no universo nerd. É extremamente fácil de ler e, pra quem ficou com aquela vontadezinha de quero mais depois de ler Dungeons & Drama, vai conseguir suprir perfeitamente essa necessidade com o segundo livro!

Importante ressaltar que esse não é uma continuação do primeiro, então pode ler fora de ordem tranquilamente.

A Quinn como protagonista é menos irritante que a protagonista de Dungeons & Drama, então eu passei menos raiva lendo. Ela é menos dramática e muito menos mimada. A família dela - principalmente o irmão, Andrew - são personagens bem construídos e divertidos, que garantem algumas cenas de humor.

Logan é um personagem que parece irritante no início, mas que, no final, meu pano pra ele já era rosa com glitter. Ele é decidido e não tem medo de levar um 'não'. O nosso atacante camisa 10!

O enredo da trama é menos denso, mais simples, mas não deixa a desejar. Eu até me identifiquei mais do que com a trama do primeiro, com todo aquele lance do fim do teatro e etc. É um básico muito bem feito, pronto para encantar muitos corações, inclusive o meu!

terça-feira, 3 de março de 2026

Resenha: Toda pra mim (Fazenda Rebel Blue Livro 2), de Lyla Sage

Nome: Toda pra mim (Fazenda Rebel Blue Livro 2)

Autor: Lyla Sage 

Publicação: Editora Paralela

Páginas: 304

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Sinopse: Ada Hart acaba de conquistar o maior projeto de sua carreira: atuar como designer de interiores de um hotel na bela Fazenda Rebel Blue. Depois de enfrentar anos turbulentos, essa oportunidade é sua chance de abandonar o passado e provar que é capaz de andar com as próprias pernas e ser feliz.

Ao chegar à pequena Meadowlark, em Wyoming, ela percebe que está num lugar especial: paisagens de tirar o fôlego, pessoas amigáveis… e um certo cowboy misterioso, cativante, e o homem mais lindo que já viu. É Weston Ryder ― filho do proprietário da Fazenda, e seu novo chefe. Ada logo levanta suas defesas emocionais. Está determinada a não se apaixonar. Nem pelo homem mais doce e maravilhoso que já conheceu…

Neste romance arrebatador, repleto de paixão, desejo e amor verdadeiro, a autora Lyla Sage, fenômeno do TikTok, prova mais uma vez que sabe criar histórias inesquecíveis.


Resenha

Primeiramente, eu preciso admitir que me identifiquei muito menos com Ada e que isso pode ter afetado a minha experiência de leitura. As dores dela não me pareciam tão relevantes, apesar de coerentes, e isso tornou a história um tanto maçante, como se ela quisesse procurar motivos para não ficar com Weston. É como se ela estivesse, capítulo após capítulo, procurando cabelo em ovo.

Então eu demorei bem mais para terminar a leitura, porque ela se estendeu e não me cativou como o primeiro livro. Ainda assim, a ambientação é maravilhosa - dá para imaginar todos os cenários maravilhosos - e pude matar a saudade dos personagens de Rebel Blue.

É um bom romance, no fim das contas. Tem hot, é de fácil leitura e entrega tudo o que promete, apesar de não prometer muita coisa. Os personagens são bem desenvolvidos e interessantes, com suas peculiaridades. Não é nada extraordinário; mas foi bem feito.

Se estiver a fim de um romance leve, eu te indico a leitura.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Resenha: Feita pra mim (Fazenda Rebel Blue Livro 1), de Lyla Sage

Nome: Feita pra mim (Fazenda Rebel Blue Livro 1)

Autor: Lyla Sage 

Publicação: Editora Paralela

Páginas: 282

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Sinopse: A cavaleira Emmy Ryder é o orgulho de todos na pequena cidade de Meadowlark. Ao lado de seus dois irmãos mais velhos, cresceu na renomada Fazenda Rebel Blue, cercada por árvores centenárias, belas montanhas e enormes pastos. Não há nada que ela ame mais do que correr a cavalo... Até que um terrível acidente abala profundamente sua confiança. E ela vai precisar tomar as rédeas de sua vida — mas como, se só de chegar perto dos estábulos ela se sente travada?

Luke Brooks, dono do bar da cidade e professor de equitação, nunca reparou muito em Emmy, a irmã caçula de seu melhor amigo. Tudo muda quando, numa noite, ela reaparece na cidade. Não demora muito para Luke notar que a invencível amazona está passando por sérias dificuldades. Ele sabe que pode ajudá-la a voltar para a sela, mas não tem ideia do que fazer com os sentimentos inesperados que começam a surgir. Será que Luke vai conseguir se manter distante de Emmy? Ou vai descobrir que algumas histórias de amor são inevitáveis?

Resenha

Eu comecei a ler esse livro porque precisava de uma leitura leve para balancear o thriller que estava lendo, e cumpriu bem o papel. Entregou parcialmente o que promete (vou falar mais sobre isso depois) mas foi uma ótima distração. Já quero deixar bastante claro que este é um livro +18 sem sombra de dúvidas. Inclusive, achei bastante erotismo. Eu geralmente prefiro uma ou outra cena, que seja o auge da narrativa (principalmente em uma de duzentas e poucas páginas), então achei um tiquinho demais. Mas essa é uma opinião bastante particular.

Mas vamos ao que o livro promete e não entrega:

Enemies to lovers: implicância boba, quase como se fossem adolescentes. Nas primeiras páginas já fica bastante perceptível a atração mútua e continuam com a birrinha infantil, mesmo que suas atitudes não sejam condizentes com suas palavras. Era para ser um enemies, mas é um enemies bem fraquinho, na minha opinião.

Slowburn: é o que promete na sinopse e na Amazon, mas o casal já tá apaixonado (e tendo relações) na metade do livro. Ou eu tô desacostumada, lendo slowburns lentos demais, ou isso definitivamente não é um slowburn. Estou mais tentada a acreditar na segunda teoria.

De qualquer forma, tenho que admitir que a escrita é gostosinha, a ambientação é maravilhosa (amei essa vibe de caubóis, cavalos e fazenda - foi justamente por isso que dei uma chance pro romance) e tirando os personagens anormalmente safados, é um romance ok. Leve, rápido e muito bom para equilibrar um thriller psicológico.

Se eu tivesse que resumir de uma forma bastante chula, eu diria que é uma versão fraca, erótica e simplificadíssima de Yellowstone. Na verdade, pensando melhor, essa comparação nem é justa, porque Yellowstone traz outros pontos além do romance, e essa narrativa aqui é exclusivamente focada no romance e nos dois personagens. Há um pouco de desenvolvimento particular para cada um deles, como o problema da Emmy como acidente e de Luke com os pais, mas são resolvidos sem muitas dificuldades. Não há muito mais do que isso abordado no livro.

Dessa vez eu vou deixar que tirem suas conclusões por conta própria. Eu não indicaria como um "definitivamente vale a pena ler" e sim como um "leia se gosta de caubóis e coisas do tipo. É legalzinho."

Resenha: Nunca Minta, de Freida McFadden

Nome: Nunca Minta

Autor: Freida McFadden 

Publicação: Editora Record

Páginas: 280

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Sinopse: Tricia e Ethan estão em busca da casa dos seus sonhos.

Recém-casados, eles vão visitar um casarão antigo no meio de uma floresta no estado de Nova York. No entanto, durante a viagem até a mansão que pertenceu à Dra. Adrienne Hale – uma renomada psiquiatra que desapareceu sem deixar vestígio três anos antes –, uma nevasca terrível começa a cair. Quando chegam ao destino, Tricia percebe de cara que há algo de errado; afinal, por que haveria uma luz acesa no segundo andar de uma casa vazia há tanto tempo?

A tempestade se intensifica, o BMW deles fica coberto pela neve, a corretora de imóveis não aparece, os celulares estão sem sinal, e de repente Tricia e Ethan se veem isolados da civilização. Ali, presos na casa, temores e segredos que nenhum dos dois teve coragem de compartilhar com o outro ameaçam vir à tona. Eles só não imaginavam que a casa também guardaria os próprios mistérios.

Em busca de um livro para se entreter, Tricia recorre às estantes abarrotadas e descobre por acaso um cômodo secreto, também repleto de estantes, mas, em vez de livros, o que encontra são fitas cassete: elas contêm gravações de cada consulta da Dra. Adrienne Hale. Tricia começa a ouvi-las uma a uma e acaba montando um quebra-cabeça aterrorizante, o que a distrai momentaneamente da sensação desconfortável de que não estão sozinhos.

Qual foi o destino da antiga proprietária da casa? Ela ainda está viva? Está escondida em algum lugar? Foi morta pelo namorado da época, como os jornais levaram a acreditar, ou assassinada por um de seus pacientes? E será que, ao pisar nessa casa, Tricia e Ethan correm o risco de protagonizar um novo capítulo dessa história nefasta?


Resenha

Caramba. Esse thriller é uma bomba - de um jeito muito bom. Se eu não tivesse lendo em uma leitura coletiva, eu teria devorado o livro do início ao fim em dois dias. Ele é muito bom, te prende de uma maneira absurda e tu fica muito ansioso para descobrir o que realmente aconteceu. 

Eu não sou uma pessoa de teorias. Raramente eu desconfio do personagem narrador ou da história que está sendo contada. Tenho essa dificuldade. Mas, com relação ao Nunca minta, eu tive a experiência de compartilhar essa leitura com meninas que ficaram criando teorias o tempo inteiro, e foi muito, muito, muito legal. Muito mais legal e empolgante do que ler sozinha. 

A escrita da Freida é ótima. Sua narrativa é muito fácil de ler, o que eu já sabia porque li O Acidente (que, inclusive, não chega nem aos pés de Nunca Minta). Os personagens tem personalidades distintas, são bem trabalhados e convincentes - não que seja muito difícil me convencer.

E, novamente, com tivemos em O Acidente, nós temos um punhado de gente maluca que resolveu interagir entre si. Caramba, essa mulher tem o dom de escrever gente doida da cabeça. Juro. Mas, se não fossem por esses personagens, não haveria história, então tudo bem. Um pouco de loucura é interessante (na ficção, obrigada). 

Ainda pretendo ler mais livros da Freida porque gosto muito desse tipo de thriller psicólogico, mas deixo bastante claro que vai ser difícil outro livro superar esse aqui. São muitas reviravoltas impressionantes ao longo da narrativa, com um final ainda mais surpreendente. 

Indico - muito - para fãs de suspense, thriller e etc. É maravilhoso.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Resenha: Dungeons & Drama, de Kristy Boyce

Nome: Dungeons & Drama

Autor: Kristy Boyce

Publicação: Editora Pitaya

Páginas: 288

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Sinopse: Riley Morris é capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos ― até mesmo roubar o carro de sua mãe e dirigir para outra cidade sem carteira de motorista só para assistir a uma peça. Ela é apaixonada por teatro musical e seu maior sonho é se tornar uma grande diretora da Broadway, mas, para chegar lá, antes terá que salvar o musical da escola do limbo.

Só que isso se torna uma tarefa praticamente impossível quando o castigo por dirigir ilegalmente consiste em passar todo o seu tempo livre trabalhando na chata loja de jogos do pai.

Como se já não tivesse coisas demais com o que se preocupar, Riley ainda toma a impulsiva decisão de cantar vantagem para o ex fingindo que está saindo com Nathan, seu rabugento mas igualmente adorável colega de trabalho.

Para convencer a todos de que estão realmente juntos e fazer ciúmes no crush de Nathan, Riley terá que entrar para o grupo de Dungeons & Dragons dele. Surpreendentemente, o jogo é até divertido. E, mais surpreendente ainda, flertar com Nathan não exige tanta atuação quanto ela esperava… 

Resenha

Muito gostosinho! Li ele com algumas amigas e devo confessar que devorei o livro da noite para o dia. Literalmente: comecei a ler à noite e terminei no dia seguinte pela manhã.

A escrita é super fácil e flui muito bem. Nathan é cativante e a Riley é um pé no saco (uma mimadinha do cão, super estereotipada, patricinha de beverly hills, insuportável!) mas tu consegue relevar pra continuar lendo. Sério. Dá pra engolir.

A evolução da relação dos dois dentro do fake dating vai acontecendo de uma forma bem gostosinha e divertida. É muito legal vê-los jogando D&D, mesmo que sejam poucas vezes, e os outros personagens do livro também são muito interessantes e engraçados.

A história em si me fez rir várias vezes - e chorar também, pois há uns daddy issues que me fisgaram de jeito - e é um livro maravilhoso para quebrar aquela tensão depois de ler um suspense pesado. No meu caso, fiz o contrário: fiquei tão adoçada com essa história que fui logo procurar um suspense pra equilibrar. 

A história é muito gostosa e eu tô louca pra ler o próximo, também lançado pela pitaya, Dates & Dragons, mas vou esperar pelas gurias para lermos juntas. Também quero ler Rolls & Rivalry, alô Pitaya, lança a tradução pra nós!!

Resenha: As Crianças na Colina, de Jennifer McMahon

Nome: As Crianças na Colina

Autor: Jennifer McMahon

Publicação: Alta Novel

Páginas: 320

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Sinopse: Inspirado em Frankenstein, este romance explora as maldades cometidas pelos monstros entre nós. 1978 Em seu renomado centro de tratamento, no pitoresco estado de Vermont, a brilhante psiquiatra Dra. Helen Hildreth é aclamada pelo trabalho sensível que faz, tratando pessoas que têm transtornos mentais. Mas, quando está em casa com os amados netos, Vi e Eric, ela é apenas Vovó. Um dia, Helen traz uma criança para casa, a fim de morar com ela e os netos. Iris ― silenciosa, com olhos fundos, inconstante e feroz ― não se comporta como uma garota comum. 2019 Lizzy Shelley, apresentadora de um podcast popular, Monstros entre os Humanos, está viajando para Vermont, onde uma jovem sequestrada e a descoberta de um monstro têm deixado a cidade alvoroçada. Ela está determinada a caçar a criatura, porque Lizzy sabe, melhor do que ninguém, que monstros são reais. E um deles é a sua própria irmã.

Resenha

Esse livro foi uma agradabilíssima surpresa. Comprei ele por pouco menos de R$ 15,00 sem saber nada sobre ele - apenas gênero - e a leitura foi muito, muito gostosa! Além de ter uma escrita que flui super bem, a narrativa é bem trabalhada, inteligente e criativa. O livro me surpreendeu de várias formas.

É um suspense viciante, daqueles que você tem dificuldade em parar de ler a partir da metade em diante. No início é um progresso mais lento, mas logo "engata a primeira marcha" e só vai. Tem uma vibe meio fantasiosa com menções à monstros, lendas urbanas e mitos, que deixa o leitor refletindo se o monstro é humano de fato ou um ser fantástico.

Os personagens são inteligentes e há surpresas - muita delas - durante a narrativa inteira; mas o final consegue ser mais surpreendente do que qualquer uma delas. É uma história muito boa e é um livro que eu gostaria de divulgar porque merece muito mais visibilidade.

Eu indico para todos os fãs de suspense!