Autor: Freida McFadden
Publicação: Editora Record
Páginas: 280
Sinopse: Tricia e Ethan estão em busca da casa dos seus sonhos.
Recém-casados, eles vão visitar um casarão antigo no meio de uma floresta no estado de Nova York. No entanto, durante a viagem até a mansão que pertenceu à Dra. Adrienne Hale – uma renomada psiquiatra que desapareceu sem deixar vestígio três anos antes –, uma nevasca terrível começa a cair. Quando chegam ao destino, Tricia percebe de cara que há algo de errado; afinal, por que haveria uma luz acesa no segundo andar de uma casa vazia há tanto tempo?
A tempestade se intensifica, o BMW deles fica coberto pela neve, a corretora de imóveis não aparece, os celulares estão sem sinal, e de repente Tricia e Ethan se veem isolados da civilização. Ali, presos na casa, temores e segredos que nenhum dos dois teve coragem de compartilhar com o outro ameaçam vir à tona. Eles só não imaginavam que a casa também guardaria os próprios mistérios.
Em busca de um livro para se entreter, Tricia recorre às estantes abarrotadas e descobre por acaso um cômodo secreto, também repleto de estantes, mas, em vez de livros, o que encontra são fitas cassete: elas contêm gravações de cada consulta da Dra. Adrienne Hale. Tricia começa a ouvi-las uma a uma e acaba montando um quebra-cabeça aterrorizante, o que a distrai momentaneamente da sensação desconfortável de que não estão sozinhos.
Qual foi o destino da antiga proprietária da casa? Ela ainda está viva? Está escondida em algum lugar? Foi morta pelo namorado da época, como os jornais levaram a acreditar, ou assassinada por um de seus pacientes? E será que, ao pisar nessa casa, Tricia e Ethan correm o risco de protagonizar um novo capítulo dessa história nefasta?
Resenha
Caramba. Esse thriller é uma bomba - de um jeito muito bom. Se eu não tivesse lendo em uma leitura coletiva, eu teria devorado o livro do início ao fim em dois dias. Ele é muito bom, te prende de uma maneira absurda e tu fica muito ansioso para descobrir o que realmente aconteceu.
Eu não sou uma pessoa de teorias. Raramente eu desconfio do personagem narrador ou da história que está sendo contada. Tenho essa dificuldade. Mas, com relação ao Nunca minta, eu tive a experiência de compartilhar essa leitura com meninas que ficaram criando teorias o tempo inteiro, e foi muito, muito, muito legal. Muito mais legal e empolgante do que ler sozinha.
A escrita da Freida é ótima. Sua narrativa é muito fácil de ler, o que eu já sabia porque li O Acidente (que, inclusive, não chega nem aos pés de Nunca Minta). Os personagens tem personalidades distintas, são bem trabalhados e convincentes - não que seja muito difícil me convencer.
E, novamente, com tivemos em O Acidente, nós temos um punhado de gente maluca que resolveu interagir entre si. Caramba, essa mulher tem o dom de escrever gente doida da cabeça. Juro. Mas, se não fossem por esses personagens, não haveria história, então tudo bem. Um pouco de loucura é interessante (na ficção, obrigada).
Ainda pretendo ler mais livros da Freida porque gosto muito desse tipo de thriller psicólogico, mas deixo bastante claro que vai ser difícil outro livro superar esse aqui. São muitas reviravoltas impressionantes ao longo da narrativa, com um final ainda mais surpreendente.
Indico - muito - para fãs de suspense, thriller e etc. É maravilhoso.

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